Alsace et Bastille

Alsace & Bastille - Conseil en Stratégie. Paris, Estoril
-Consultancy in Real Estate, Celebrity aviation, railway business, Consultancy in Export Strategy; E-mail: vitorpissarro.alsacebastille@Yahoo.fr or to Twitter adress Vitor Pissarro @VitorPissarro

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Após eleições, voltamos ao dia a dia....

Os 12 maus exemplos que os pais não devem dar aos filhos
Tenha atenção aos seus hábitos e não seja um modelo de mau comportamento para o seu filho. Porque ele tenderá a seguir o seu exemplo.
Ele amua. grita. mente. não quer ouvir. Há certas fases da vida que são difíceis, não é verdade?
O pior é que não estamos a falar do comportamento de crianças, mas sim de reações muito comuns por parte dos pais. Porque educar nem sempre é fácil e porque todas as crianças (e também todos os pais) são diferentes, Paulo Oom, pediatra e autor do livro «Não te volto a dizer!», lançado em 2011,  guiou-nos na direção certa para que os pais saibam como dar o exemplo. Um bom exemplo.
Efeito espelho
Em primeiro lugar, pedimos-lhe que leia, mais à frente, a listagem dos 12 maus exemplos mais comuns que os pais dão aos filhos. Agora sim, podemos começar. A partir dos dois anos, as crianças são influenciadas pelos comportamentos dos progenitores e, de acordo com Paulo Oom, «elas utilizam os pais como modelo preferencial de comportamento. Mais do que qualquer conversa, é aquilo que os pais fazem que serve de exemplo aos filhos».
«De nada serve dizer não mintas, se depois as crianças veem o pai ou a mãe a mentir, mesmo que por coisas aparentemente inocentes», realça. É também provável que, no futuro, essas crianças venham a reproduzir, enquanto pais, esses comportamentos já que «cada um educa os seus filhos de forma muito própria mas existe uma tendência familiar bastante marcada», explica.
Atacar não é ajudar
Existem outras atitudes que os pais têm que não são benéficas para os mais pequenos. Uma das mais frequentes consiste nos ataques ao carácter da criança. Frases como «és um mentiroso», «és burro» ou, ainda, não «me venhas dizer que não és capaz», sublinha o especialista.
Em caso de dificuldade, a criança deve ser ajudada e não castigada. «Aproveitar para deitar abaixo a sua autoestima apenas agrava as coisas», enfatiza. A criança que mentiu «não disse a verdade» e não «é uma mentirosa». «Uma coisa é atacar a situação, outra é atacar a personalidade da criança», alerta o pediatra.
Gerir as emoções
Quando gritar, discutir ou bater se tornam rotina na família, talvez seja difícil perceber que há alternativas.
Como afirma Paulo Oom, «saber ouvir, saber falar e saber agir são os três pilares da comunicação em família.
Gritar apenas leva a mais gritos e ao ciclo «gritar, bater, gritar», que nunca acaba bem.
Muitas vezes, os pais devem reconhecer que não estão a conseguir controlar as suas emoções e sair de cena por uns minutos, acalmando e analisando o que está a correr mal. «Depois, com mais calma, podem retomar a conversa interrompida com a criança», sugere ainda o especialista.
Maus hábitos e saúde
«Pais saudáveis tendem a ter filhos saudáveis. E pais com hábitos incorretos têm filhos com os mesmos hábitos», refere o pediatra. Corroborando esta afirmação, um estudo recente verificou que as crianças e adolescentes tendem a comer cinco porções diárias de fruta e de vegetais se os pais o fizerem também. Pelo contrário, se os pais são adeptos de fast food, os filhos também o são.
No que respeita ao consumo regular de bebidas alcoólicas, o conceito é o mesmo. Uma pesquisa levada a cabo pela ChildWise constatou que 70 por cento das crianças cujos pais ingeriam bebidas alcoólicas no dia a dia afirmava que iriam também ingeri-las no futuro. Trinta por cento das crianças dizia sentir-se assustada quando os pais bebiam e terem medo das discussões que costumavam ocorrer nessas alturas.
Sedentarismo e tabagismo
Vários estudos científicos demonstraram que crianças cujos pais não praticam atividade física têm grande probabilidade de virem a ter um estilo de vida sedentário. Uma outra investigação, levada a cabo na Dartmouth Medical College, no New Hampshire, apurou que crianças com dois anos cujos pais fumam já são influenciadas por esse hábito.
Através de uma brincadeira em que os investigadores pediram a crianças entre os dois e os seis anos que levassem um boneco a fazer compras numa espécie de loja com 73 produtos variados, foi constatado que as crianças cujos pais fumavam eram quatro vezes mais propensas a comprar um «maço de tabaco».
Corrigir os maus exemplos
Modificar comportamentos deseducativos exige, da parte dos pais, e conforme salienta Paulo Oom, «muita informação, educação e força de vontade». 
Mas uma coisa é certa. Se os pais não modificarem os seus comportamentos, dificilmente vão conseguir modificar os dos seus filhos.
«De nada serve uma criança levar para casa um programa alimentar indicado pelo médico se apenas ela o vai cumprir», alerta. E como é que podemos aprender a ser melhores pais? A pergunta não fica sem resposta.
«Ninguém nasce ensinado. Ler livros sobre educação e disciplina ajuda. O tempo e o bom senso deverão fazer o resto. Em muitas situações, a opinião do pediatra que segue a criança pode ser fundamental, nem que seja para os pais se sentirem mais tranquilos», aconselha Paulo Oom.
Top 12 de maus exempos
Os comportamentos mais comuns qe os pais têm diante dos filhos. A ordem é aleatória:
1. Não saberem ouvir.
2. Não saberem falar (gritarem e/ou utilizarem linguagem inadequada).
3. Mentirem.
4. Baterem como forma de exercerem a disciplina, por rotina.
5. Fazerem refeições pouco saudáveis.
6. Fumarem.
7. Ingerirem bebidas alcoólicas regularmente.
8. Ameaçaram constantemente (e/ou depois não cumprirem a ameaça).
9. Não elogiarem os filhos ou elogiarem-nos por tudo e por nada.
10. Verem demasiada televisão e não organizarem programas familiares alternativos.
11. Fazerem chantagem.
12. Amuarem.
Texto: Teresa D'Ornellas com Paulo Oom (pediatra)

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

CAMPANHA ELEITORAL DA COLIGAÇÃO PORTUGAL À FRENTE NO ESTORIL PINTO BALSEMÃO NA CAMPANHA DA COLIGAÇÃO

Em dia de reflexão eleitoral....




Vejam o Miguel Correia de Azevedo com Passos Coelho e a equipa da Concelhia da JSD, na apresentação dos candidatos por Lisboa.. Muito bom.....A JSD Concelhia de Lisboa com o nosso Primeiro Ministro e Presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, e com o Vice Presidente do PSD, Marco António Costa. Portugal à Frente!

Cristina Pissarro - "... quando eu tinha 15 anos, o meu pai faleceu com um tumor cerebral ..."



DA FUNDAÇÃO CHAMPALIMAUD PARA O CENTRO HOSPITALAR DO MÉDIO TEJO
Chama-se Cristina Pissarro, tem 32 anos é a coordenadora do Hospital de Dia de Oncologia do Centro Hospitalar do Médio Tejo. De sorriso franco e aberto veio da Fundação Champalimaud para, com sentido de missão, “poder acompanhar os doentes nas diferentes fases” de uma doença que, de tão cruel, obriga a um acompanhamento mais humanizado. Foi a vertente humana da oncologia que a fezMUDAR DE VIDA: de Lisboa para Torres Novas.

Mas vamos ao princípio… “A escolha da medicina, e em específico da especialidade de oncologia tem a ver com um aspeto muito pessoal, quando eu tinha 15 anos, o meu pai faleceu com um tumor cerebral e nessa altura estive bastante envolvida no acompanhamento ao meu pai”, conta Cristina Pissarro.
Posteriormente, quando foi altura de escolher a especialidade essa experiencia pessoal fê-la ir à procura de como seria oTRABALHOnuma área tão difícil: “como estava consciente de que era uma área bastante delicada e difícil, não só para os doentes mas também para os profissionais envolvidos, fiz um estágio voluntário no IPO de Coimbra, durante cerca de dois meses, e fiquei fascinada com o contacto humano que se estabelecia com os doentes oncológicos e decidi abraçar a oncologia como uma missão”.
E é esse sentido de missão e a ligação privilegiada aos doentes que a trazem para o Centro Hospitalar do Médio Tejo.
“Estabelece-se uma ligação humana com os doentes que é completamente diferente de qualquer outra especialidade. Os doentes acabam por ser a nossa família e nós acabamos por ser um familiar deles. Emocionalmente é muito desgastante e acabamos por viver não só as vitórias dos doentes mas também os momentos mais tristes, mas do ponto de vista humano é uma área muito bonita.”
“Os doentes procuram a cura mas o que eles realmente precisam é de alguém que os acompanhe durante o percurso da doença. Podem ser poucos os doentes que eu consigo curar, mas se calhar quase todos consigo ajudar, ao acompanhar no percurso da doença”, refere Cristina Pissarro.

Da Fundação Champalimaud para o Médio Tejo
O convite para a Fundação Champalimaud surgiu devido ao seu currículo na área dos cuidados paliativos, onde trabalhou no Canadá. “Por não existirem muitos profissionais com formação avançada na área dos cuidados paliativos em Portugal, acabaram por me fazer esse convite, não só como oncologista mas por associar também esta vertente dos cuidados paliativos”.
TRABALHARna Fundação Champalimaud foi um “privilégio e uma honra. Foi um grande desafio. Contudo, ao fim de seis, sete meses, comecei a aperceber-me que oTRABALHO clínico que desenvolvia na Fundação, não estava bem adequado ao meu perfil de médica, ao trabalho que eu achava que seria gratificante em termos pessoais”.
Apesar de a Fundação ter um departamento de ciência básica e de investigação bastante desenvolvidas, na área sobretudo da oncologia e das neurociências, a parte clínica era diferente da que estava habituada no IPO de Coimbra.
“Por ser uma instituição que recebe muitas consultas de segunda opinião, 80% do meu trabalho na Fundação como oncologista era um trabalho de emissão de 2ª opinião, ou seja eu acabava por não tratar doentes, por não acompanhar os doentes. Não tinha o feedback de um tratamento e isso acabou por ser pouco frustrante, desse ponto de vista”.
Cristina Pissarro queria ”estar no terreno e ser uma oncologista que aplica os seus tratamentos, faz a abordagem da doença desde o início e acompanha o doente ao longo das várias fases”.
E foi este o motivo que a fez aceitar o convite para o Centro Hospitalar do Médio Tejo. “Aceitei o convite da diretora Clínica do Centro Hospitalar do Médio Tejo que me lançou o desafio de organizar e estruturar praticamente de raiz o serviço de oncologia deste hospital que estava com dificuldades de recursos humanos e organização estrutural”.
Os receios iniciais e as diferenças entre o IPO e a Fundação e a sua nova casa, o CHMT, não a impediram de dizer sim. “Tive muito medo, porque estava consciente que o Centro Hospitalar seria diferente da Fundação e do IPO, não teria os mesmos recursos e tive bastante medo de vir para cá, de não ter condições e sentir-me limitada, mas acabei por aceitar o desafio e aqui estou.”

“E está a correr muito bem.”
Cristina Pissarro diz estar “muito satisfeita e muito realizada”, pois coloca ao serviço dos doentes do Centro Hospitalar do Médio Tejo “todos os conhecimentos e contactos que fui desenvolvendo no IPO e na Fundação”.
Para além de que é uma mais valia permitir que estes doentes fiquem próximos de suas casas, possam fazer os tratamentos e ter o acompanhamento, quer em termos de controlo da dor ou quaisquer complicações que surjam decorrentes da sua doença, sem terem de se deslocar para fora da sua área de residência.
“É bastante gratificante porque isso veio trazer mais qualidade de vida aos doentes, porque a maior parte dos doentes acabavam por ir para Coimbra ou Lisboa e são distâncias muito grandes para doentes que estão fragilizados”, afirma a coordenadora do Hospital de Dia de Oncologia.
“Sinto que estou a fazer um bom trabalho com os nossos doentes, apesar de ninguém ser bom juiz em causa própria, sinto o reconhecimento por parte deles, da equipa e dos outros colegas aqui do Hospital”.
O Hospital de Dia de Oncologia saiu reforçado com esta contratação até porque é completamente diferente “estar um médico a tempo inteiro no serviço, como está atualmente”.

Novo projeto – Sessões Clínicas de Oncologia
O projeto está neste momento em desenvolvimento e irá entrar em vigor, numa fase experimental já em outubro, em articulação com o serviço de cirurgia.
Trata-se de sessões de debate subordinadas a diversos temas da oncologia que se dirigem sobretudo a médicos de diversas áreas de especialidade do CHMT mas onde também são convidados a participar enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e outros profissionais que tenham interesse nos cuidados prestados ao doente oncológico.
O objetivo é promover a sensibilização dos diversos profissionais para a oncologia, atualizar as práticas médicas nesta área com base em ‘guidelines’ oncológicas internacionais e nacionais, promover a implementação de protocolos de atuação que melhorem os cuidados ao doente oncológico no CHMT e promover o debate, o diálogo, o esclarecimento das dúvidas mais frequentes no dia-a-dia no que concerne a esta área, estimulando oTRABALHO em equipa multidisciplinar e interprofissional.
Depois da fase experimental, em articulação com a cirurgia, pretende-se alargar estas sessões a outras especialidades.

De Lisboa para Torres Novas
“Onde nós nos sentimos bem é a nossa casa. Como me sinto feliz com o trabalho que estou a fazer, sinto-me realizada, sinto-me bem também aqui. Gosto bastante de viver aqui nesta região, é uma zona muito bonita. Em termos familiares e de amigos eu obrigo os meus amigos a virem cá visitar-me, organizamos visitas guiadas a esta região e fazemos passeios para conhecermos o Médio Tejo.” Cristina Pissarro – Coordenadora do Hospital de Dia de Oncologia, do CHMT.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

10 razões que fazem de Portugal o destino querido da Europa, segundo o New York Post

10 razões que fazem de Portugal o destino querido da Europa, segundo o New York Post

O site norte-americano New York Post (NYP) faz uma lista de 10 motivos para visitar Portugal, razões essas que explicam por que o país é hoje o destino mais querido na Europa. Os americanos começam porDESTACAR a região Centro, explicando que por aqui existem pérolas escondidas que passam muitas vezes ao lado dos turistas que privilegiam o Alentejo e o Algarve.
 “A área entre Lisboa e Porto que se estende desde o litoral à fronteira com Espanha é repleta de História, paisagens deslumbrantes, comida e vinho fenomenal e uma vida vivida numa paz tranquila”, escreve o site. De seguida, elege 10 razões para visitar o país com ênfase no Centro.
1 – Luxo acessível
As cidades de litoral e de montanha do Centro têm muitos luxos escondidos, escreve o NYP. Como exemplo, sugere o Areias do Seixo, a apenas uma hora de Lisboa: um hotel ecológico na Praia de Santa Cruz, com quartos de luxo e um restaurante de topo. Já na aldeia de Marivel, mais a Norte, destaca o ‘Casas do Côro’, um hotel vinhateiro de luxo cheio de detsalhes românticos.
2 – Tempo de martelar!
Escreve o NYP que não se pode perder as festas de São João no Porto a 23 de Junho com milhares de pessoas a martelarem as cabeças de quem passa, o seu figo de artifício, balões coloridos e sardinhas assadas.
3 – Almoços (e sobremesas) líquidos
O jornal afirma que os portugueses sabemAPROVEITAR o álcool como ninguém e que o nosso povo tem uma “cultura da bebida e não a cultura do bêbedo”. O NYP recomenda o consumo de Vinho Verde, de um shot de Ginja num copo de chocolate.
4 – A rivalidade “agridoce” entre Lisboa e Porto
O NYP elogia a nossa gastronomia e faz referência aos diferentes doces e petiscos que se podemENCONTRAR no país, principalmente nas duas principais cidades – Lisboa e Porto. “Lisboa é conhecida pelos seus doces – pode encontrar as suas tartes típicas, os pastéis de nata, em todo o lado, mas os mais conhecidos são os Pastéis de Belém (…) O Porto, por outro lado, está cheio de tripeiros – os que consomem tripas – e de francesinhas, o seu prato mais popular (…)”. Para além de fazer referência ao bacalhau, o jornalista aconselha ainda o consumo de lulas.
5 – Tem os castelos mais coloridos de todos
O jornal destaca a beleza de um dos nossos monumentos mais conhecidos - o Palácio da Pena, em Sintra. “[O rei Fernando II] transformou-o num excelente exemplo do romantismo português: fachadas cor-de-rosa, douradas e cinzentas, azulejos com influências mouras, colunas de pedra cuidadosamente esculpidas, a fazer lembrar um recife de coral, e um tritão de pedra a receber os visitantes no jardim”, descreve a publicação.
6 – O pão
“Dá para perceber muita coisa sobre a gastronomia de um país pelo cesto de pão que nos é servido num restaurante e em Portugal, cada peça que provámos antes de uma refeição era do melhor”, escreve o jornalista. O NYP refere o empenho com que os portugueses cozinham o seu pão e aconselham os seus leitores a provarem todos. Ah, e a comê-lo depois de o molhar num pouco de azeiteLOCAL.
7 – As praias
O NYP faz referência a um local em particular – a Comporta. “É onde as pessoas mais mediáticas e ‘fashions’ vão, bem como surfistas”, descreve o jornal, dizendo que é o local onde “não há nada para fazer a não ser estar”.
8 – Tem uma das cidades universitárias mais antigas do mundo
O NYP compara a cidade de Coimbra com Oxford, fazendo uma referência à sua biblioteca barroca com mais de dois milhões de livros. O jornal elogia o ambiente desta cidade universitária, dando especial atenção às “ruas deste local com influências árabes e aos sítios onde se pode parar para comer uns petiscos”.
9 –VOLTAR aos tempos medievais
O jornal elogia as aldeias históricas dePORTUGAL e a forma como fazem com que voltemos atrás noTEMPO, dando especial atenção a Sortelha, no município do Sabugal, na Guarda. O NYP destaca o restaurante D. Sancho e os seus pratos típicos.
10 – Dar boleia e nãoCORRER qualquer perigo
“Se calhar foi por causa do Vinho do Porto (…) mas quando um homem com o nome David nos pediu boleia pensámos ‘Porque não?’.PARAR na Quinta do Tedo [Alto Douro] para uma prova de vinhos com o nosso passageiro misterioso também não ajudou, mas sobrevivemos e mantemos várias memórias da nossa viagem pelo Douro”, lê-se no último ponto da lista.


"É uma noite maravilhosa, estou muito feliz por estar aqui". Sorridente mas parco em palavras, o príncipe Alberto do Mónaco no Estoril



Soberano foi convidado de honra de evento que reuniu realeza e celebridades. Leilão angariou 220 mil euros para fundação.

"É uma noite maravilhosa, estou muito feliz porESTAR aqui". Sorridente mas parco em palavras, o príncipe Alberto do Mónaco foi o convidado de honra da segunda edição do Le Bal de la Riviera, plataforma internacional que reune centenas de figuras influentes, desde empresários a membros da realeza europeia.
E se, no ano passado, a angariação de fundos reverteu para a Cruz Vermelha Portuguesa, este ano o evento solidário conseguiu angariar 220 mil euros, que serão entregues à Fundação Prince Albert II of Monaco. "O tema deste ano são os oceanos, em particular a ligação entre o príncipe Alberto I do Mónaco e o rei D. Carlos, que eram dois soberanos apaixonados pela oceanografia", começou porEXPLICAR Charle-Phillipe d"Orleáns.
O organizador da gala solidária (que é também marido de Diana Álvares Pereira de Melo, duquesa do Cadaval), explicou ainda que a edição deste ano do Le Bal de la Riviera, que contou com a presença de 420 convidados, teve por objetivo sensibilizar os presentes para a temática da preservação dos oceanos". Portugal é um país que está a investir muito na questão do futuro dos oceanos, seja em termos económicos seja ambientais. A ideia deste evento é sensibilizar os convidados, que são pessoas influentes, comDINHEIRO, para que percebam que temos um problema com os oceanos e que temos de trabalhar essa questão", acrescentou o duque de Anjou.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Lumina em Cascais

11.09.2015 - Por Fora de Série, às 18:00
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A gelataria Santini de Cascais vai apresentar, a partir de hoje, um novo gelado com uma propriedade única: a de brilhar no escuro. Este novo gelado luminoso, que o público terá ocasião de provar por ocasião do Lumina – Festival de Luz, que decorre durante este fim-de-semana em Cascais, sabe a limão e tem a particularidade de ser fluorescente graças a uma vitamina que brilha em reacção à luz negra.
Como explica Eduardo Santini, administrador e responsável pela produção do Santini, “em tempos, vimos um artigo sobre esta vitamina e o efeito que tinha. Pesquisámos onde a poderíamos encontrar e após alguns testes conseguimos chegar a um gelado que brilha no escuro e que mantém o sabor a limão totalmente inalterado”.
Naturalmente que a receita será mantida em segredo, até porque, para já, o novo gelado só poderá ser provado durante o festival deste fim-de-semana. E ainda que a aplicabilidade da nova vitamina a outros sabores esteja já a ser estudada, para já a aposta passa apenas pela comercialização destes gelados em eventos específicos.
O preço é o mesmo de qualquer outro gelado, mas convém salientar que este novo sabor a limão luminoso reina pela noite dentro e só começa a ser vendido a partir das 20h30.IQ

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Estoril recebe o escritor espanhol Jose Antonio Gurriarán ( 2) . Recordar momentos altos de alguém que adora Portugal.


Como recordaçao de Amalia Rodrigues no Estoril, quando assistiu à homenagem de despedida que deram a José Antonio Gurriarán no Casino, organizado por essa figura extraordinaria chamada Nuno Lima de Carvalho. Esta é a  a fotografia desta ocasião memorável. 

Un abraço.  

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Estoril recebe o escritor espanhol Jose Antonio Gurriarán. Recordar momentos altos de alguém que adora Portugal.



O escritor espanhol José Antonio Gurriarán e a sua mulher Helena foram  recebidos no Estoril.  O casal escolheu Cascais para passar as férias na companhia da sua família. Os seus familiares acabaram de comprar uma casa em Cascais onde podem disfrutar do clima ameno e da beleza da região. Sair de Madrid com 38 graus e chegar a Cascais com 28 graus e poder ver o lindo mar de Cascais é algo inigualável.
O almoço no Estoril foi aproveitado para recordar os momento altos da sua vida profissional como correspondente em Lisboa e da sua convivência com o Rei D. Juan Carlos e a família real espanhola.
 
 

José Antonio Gurriarán com Helena e Miguel Correia de Azevedo

 
Disfrutar a beleza e o clima ameno  do Estoril
 
 

 
Vitor Pissarro, Helena e José Antonio Gurriarán no Estoril
 
José Antonio Gurriarán con José Soares
Recordar os amigos de José Antonio Gurriarán em Portugal

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Verão em Cascais

04.08.2015 - Por Fora de Série, às 13:30
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A Onyria Summer Party, a festa anual organizada pelo grupo hoteleiro com o mesmo nome, é já esta sexta-feira,  nos Jardins de Água do Onyria Marinha Edition Hotel & Thalasso, em Cascais.
O evento começa às 19h00, com um ‘cocktail’ de recepção com petiscos tradicionais, ao som da guitarra portuguesa de Luís Santos. O jantar é um ‘buffet’ de pratos tipicamente portugueses, entre eles o peixe, os enchidos e os queijos, assim como de comidas internacionais, como as ostras, o sushi e o risotto. A animar o jantar vai estar a banda Quinteto B-Sax, que irá tocar alguns dos temas mais emblemáticos da história do Pop Rock dos anos 80 e 90.
A entrada tem um custo de 55 euros, com a excepção das crianças entre os 4 e os 11 anos, que pagam 25 euros, e até aos 3 anos, cuja entrada é gratuita. É possível fazer reservas através do número 214 860 100214 860 100. CLM

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Hostel em São João do Estoril entre os dez mais atrativos na Europa

Hostel em São João do Estoril entre os dez mais atrativos na EuropaO The Guardian reuniu uma lista dos dez novos hostels mais atrativos na Europa. O Blue Boutique Hostel & Suites, de São João do Estoril, integra este top. Mauro Motty

Lifestyle Turismo 00:05 - 03/07/15
O Blue Boutique Hostel & Suites, localizado em São João do Estoril, integra a lista dos dez mais atrativos novos hostels na Europa, com base na seleção realizada pelo jornal britânico The Guardian.
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Nesta seleção “estadias com estilo e conforto” não vêm de mãos dadas com preços altos, começa por explicar o The Guardian.
Neste top dez dos mais atrativos novos hostels na Europa há opções desde o design retro-chic, em Paris às camas ecológicas, em Amesterdão. Nos hostels selecionados pode-se ainda “comer, dormir e reunir sem pagar os olhos da cara”, sublinha o mesmo meio.
Com uma localização privilegiada e vista sobre o Atlântico, o hostel português prima, nomeadamente, pela arquitetura e pela decoração, alvo de atenção e destaque por parte do jornal.
A praia encontra-se do outro lado da rua e Lisboa está a apenas 20 minutos de comboio do hostel, acrescenta.
Além do Blue Boutique Hostel & Suites, a lista do The Guardian inclui o Generator hostels em Paris; o WellnessHostel 4000, em Saas-Fee (Suíça); o Slo-living, em Lyon (França); o Backstay Hostel Ghent (Bélgica); o Basecamp Bonn, em Bona (Alemanha); o The Hat, em Madrid; o Ecomama, em Amesterdão; Wombat’s, em Londres e Loft, em Reiquejavique.

Melhores cavaleiros mundiais em prova em Cascais

Quarta-feira, 1 de Julho de 2015
 
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Cascais vai receber a elite mundial do hipismo, no Hipódromo Manuel Possolo, onde decorrerá a 9ª etapa do Longines Global Champions Tour, entre 9 e 11 de Julho.
O Concurso de Saltos Internacional de cinco estrelas ( CSI 5*) reúne os 30 melhores cavaleiros mundiais e é composto por 15 provas, que decorrem em 13 países de vários continentes. O circuito começou em Miami Beach, entre 2 e 4 de Abril, e terminará com a prova de Doha, no Qatar, entre 12 e 14 de Novembro. Depois de Cascais a prova segue para Chantilly, Londres, Valkenswaard (Holanda), Roma e Viena, antes de terminar em Doha.
Este ano a prova assume especial interesse até porque a Tour é liderada por Luciana Diniz, uma brasileira naturalizada portuguesa, e que corre pelas cores do nosso país. A probabilidade de ouvir o hino nacional no fim da prova está portanto alta. Luciana Diniz, à data está com 181 pontos, seguida do escocês Scott Brash – Campeão Olímpico 2012 em Londres – com 145 pontos. Em terceiro lugar está o sueco Rolf-Goran Bengtsson. Em prova estarão ainda outros cavaleiros portugueses como Luís Sabino Goncalves que ainda recentemente venceu a prova internacional em Lisboa (CSI3*). Portugal integra a Longines Global Champions Tour desde 2006. CSB
 

Portugal em números. Estaremos a melhorar?

É o estudo "Três Décadas de Portugal Europeu", um retrato do país traçado desde a integração europeia. Num país de contínua baixa natalidade, o nível de vida das famílias regrediu 25 anos.
08-07-2015 8:03


O Estado da Nação está em debate esta quarta-feira no Parlamento. Como evoluiu Portugal no último ano? É a pergunta do dia. E bem a propósito, chega o estudo "Três Décadas de Portugal Europeu", promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, que faz um balanço da integração europeia desde 1986.

Primeiro, os números. Portugal tem a taxa de população emigrada mais alta da União Europeia. Com mais de cinco milhões de pessoas de origem portuguesa espalhadas pelo mundo, Portugal apresenta actualmente a taxa de população emigrada mais elevada dos 28 e é o sexto país em número de emigrantes.

Segundo o estudo "Três Décadas de Portugal Europeu", promovido pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, que faz um balanço da integração europeia desde 1986, as sucessivas vagas de portugueses que partiram rumo às Américas (Brasil, Venezuela, EUA ou Canadá), à Europa (França, Alemanha, Luxemburgo, depois Suíça, Espanha ou Reino Unido) ou às ex-colónias (agora Angola ou Moçambique) terão acumulado mais de dois milhões de emigrantes e espalhado pelo mundo e mais de cinco milhões de pessoas de origem portuguesa neste período.

O número de novos emigrantes já ultrapassa os 50 mil, ultrapassando desde 2011 a chegada de imigrantes, cujo valor caiu de um máximo de 80 mil em 2002 para menos de 20 mil em 2013. Em 2012, Portugal regista mesmo a segunda taxa de imigração mais reduzida da UE, refere o trabalho, coordenado por Augusto Mateus e que vai ser apresentado esta quarta-feira em Lisboa.

A evolução das taxas de emigração e imigração reflecte o impacto da crise financeira em países como Irlanda, Espanha, Grécia e Portugal que estão entre os Estados-membros em que a taxa de emigração mais subiu e a taxa de imigração mais caiu desde 2008.

Vivem hoje no país mais meio milhão de pessoas do que à data de adesão à CEE, mas após registar um máximo populacional de 10,6 milhões em 2008/2010, a população regrediu uma década encontrando-se agora abaixo dos 10,5 milhões.

As projecções europeias para 2013/2080, apontam para um cenário em que Portugal terá menos de dez milhões de habitantes até 2030, menos de nove milhões até 2050 e perderá um quarto da sua relevância na população europeia até 2060, evoluindo em linha com a Grécia.

O saldo natural (diferença entre nascimento e mortes) estreitou-se, até passar a ser negativo em 2007, e desde 2011, o saldo migratório (diferença entre imigrantes e emigrantes) acentuou também a tendência negativa. Em 2012/2012, o país já perdia cinco a seis habitantes por cada mil.

A população estrangeira, que chegou a multiplicou por mais de cinco vezes desde 1986 e superou um máximo de 450 mil em 2009, recuou mais de 50 mil desde a crise financeira.

Na altura em que Portugal aderiu à CEE, a maioria dos estrangeiros era oriunda das ex-colónias, nomeadamente de Cabo Verde, mas hoje um em cada cinco estrangeiros é oriundo dos PALOP (Países de Língua Oficial Portuguesa), outro do Brasil e outro de Leste.

No contexto do programa de assistência financeira, Portugal foi o nono Estado-membro na UE28 que mais perdeu população (-1%), atrás da Grécia e da maioria dos países do alargamento que encolhem há mais de duas décadas, como Hungria, Bulgária, Roménia, Letónia, Lituânia ou Estónia.

Mais trabalhadores dependentes, mas cada vez mais precáriosTrês décadas depois da adesão de Portugal à CEE, o número de trabalhadores dependentes aumentou, mas a ligação à entidade patronal tornou-se mais precária e, em 2013, um em cada cinco assalariados eram contratados a prazo.

"O desenvolvimento do mercado de trabalho tem sido marcado pela crescente relevância do trabalho assalariado, cujo peso no total de emprego aumentou, entre 1986 e 2013, de 69% para 78%", indica o estudo coordenado por Augusto Mateus.

Revela-se que o trabalho dependente tem sido impulsionado pela contracção a prazo: Em 2013 mais de 700 mil trabalhadores estavam contratados a prazo, ou seja 21% do total dos assalariados, traduzindo-se num crescimento de 50% face a 1986 e tornando Portugal no terceiro Estado-membro onde os contratos a termo têm maior peso, apenas atrás de Espanha e Polónia.

O relatório adianta que a evolução da legislação laboral tem agravado "o diferencial de protecção entre contratos a prazo e contratos permanentes", sublinhando que "os esforços no sentido de reduzir a rigidez das relações laborais têm incidido sobretudo sobre os contratos a prazo, mantendo-se um elevado nível de protecção entre contratados sem termo". Na comparação com outros Estados-membros tornam-se mais evidentes as distorções da legislação laboral portuguesa: os custos financeiros e processuais para despedir um trabalhador com vínculo permanente são dos mais elevados, enquanto o custo associado ao despedimento colectivo é dos mais baixos da Europa.

A evolução no mundo laboral caracterizou-se também por uma significativa redução do horário. Em 2013, cada português empregado trabalhava, em média, 39 horas por semana, menos cinco que em 1986, mas nos últimos anos a tendência é de aumento das horas trabalhadas, "induzido pela degradação do mercado de trabalho e pelas alterações legislativas ao nível do sector público".

Entre os parceiros europeus, Portugal destaca-se igualmente pela reduzida disparidade de horário laboral entre géneros. Em 2013, os homens trabalhavam em média mais três horas do que as mulheres, menos de metade do diferencial europeu e em contraste com a situação verificada na Holanda, Reino ou Alemanha, em que a diferença é superior a nove horas.

O ritmo de crescimento da população empregada foi particularmente intenso até 2002, tendo sido criados 850 mil postos de trabalho. "A estagnação verificada ao longo da década de 2000 e a destruição líquida de 600 mil empregos entre 2008 e 2013 reverteram na totalidade a criação de emprego registada entre 1995 e 2002", acrescenta o documento.

Portugal destina uma maior percentagem da riqueza nacional às prestações sociais por motivo de velhice, sobrevivência e desemprego, mas dedica menos 2% do PIB em prestações por motivo de doença e cuidados de saúde, enquanto o peso das prestações associadas à família e às crianças (1,2%) é cerca de metade do referencial europeu (2,2%).

Portugal é o quinto Estado-membro onde as contribuições sociais menos pesam no financiamento do sistema de protecção social, mas regista o terceiro maior contributo de outras receitas correntes, sobretudo fundos comunitários.
Estamos entre os países com mais filhos únicos O trabalho encomendado pela FMMS revela que entre 1986 e 2013, Portugal passou de um extremo ao outro na generalidade dos rankings de envelhecimento da UE, superando a média comunitária e aproximando-se de países como Alemanha, Itália, Espanha, Grécia ou Bulgária.
Em 1986, o país contava com 23% de jovens e 12% de idosos, mas hoje menos de 15% são jovens e os idosos, que viram a sua esperança média de vida aumentar seis anos e meio nos últimos 28 anos, representam já um quinto da população.
Em 2013 era o quinto Estado-membro com mais idosos por cada jovem. A despesa com pensões de velhice e sobrevivência acompanhou esta tendência, passando de 40% em 1990 para 55% do total de prestações sociais em 2012, num total de 14% do PIB.

Portugal é o terceiro Estado-membro no 'ranking' dos filhos únicos, mas cai para 25.º lugar entre os países com dois filhos e desce para o 27.º entre os que têm agregados familiares com três ou mais filhos. Mesmo assim, Portugal é o oitavo Estado-membro na proporção de agregados com filhos, ficando acima da média europeia.

Desde a adesão à Comunidade Económica Europeia (CEE), a dimensão média das famílias portuguesas desceu de 3,3 para 2,6 pessoas, com os efeitos da crise a reflectirem-se também nos comportamentos das estruturas familiares: em 2013, o número de casais com filhos recuou ao nível da crise de 1993 e as famílias monoparentais caíram, pela primeira vez, desde 2003.

"A degradação do mercado de trabalho e as implicações em termos salariais têm sido determinantes nesta evolução", destaca o mesmo documento, salientando que "na última década, Portugal foi o país em que o peso das remunerações líquidas no rendimento disponível das famílias mais caiu".

No decorrer da integração europeia, as famílias portuguesas reduziram a sua propensão a poupar e a taxa de poupança reduziu-se de 12,5% em 1995 para 10% em 2013, enquanto o nível de endividamento aumentou de 35% para 118% do rendimento disponível.

Entre 1999 e 2009, num período de crescente endividamento europeu em que só a Alemanha foi excepção, o aumento do peso da dívida no rendimento das famílias portuguesas foi superior a 50 pontos percentuais, cerca de duas vezes mais intenso que o padrão europeu.

Nível de vida das famílias regrediu 25 anosApós uma tímida aproximação aos parceiros europeus, o nível de vida dos portugueses recuou, em 2013, para valores de 1990, ficando 25% abaixo da média europeia, revela o estudo.
 
No panorama europeu actual, Portugal é incluído num segundo patamar de convergência, composto por países com um nível de vida 20 a 30% abaixo do padrão europeu, incluindo a Eslovénia, República Checa, Eslováquia, Lituânia, Grécia e Estónia, destaca o estudo, indicando que, desde 1999, Portugal apenas se aproximou da média europeia em 2005 e 2009.
 
Entre 2010 e 2013, o PIB 'per capita' português caiu 7% face ao padrão europeu e o nível de vida das famílias regrediu mais de 20 anos, reflectindo a crise económica, a aceleração do processo de globalização, o alargamento da União Europeia a Leste e a aplicação do programa de resgate.
 
Portugal foi o país europeu que registou maior aumento na fiscalidade entre 2010 e 2013, com a carga fiscal a subir mais de 11%.
 
O aumento das receitas do Estado ficou a dever-se sobretudo aos impostos directos, em particular o IRS, que aumentou mais de um terço entre 2010 e 2013, tendo os impostos e contribuições sociais absorvido em 2013, mais de um terço da riqueza criada em Portugal, totalizando cerca de 60 mil milhões de euros.
 
Portugal é também o Estado-membro em que os juros absorvem uma maior proporção da riqueza criada e o décimo que mais gasta em prestações sociais.
 
 O peso das despesas públicas no PIB que, em - 2009, cresceu cerca de cinco pontos percentuais, mantem-se desde essa altura em torno dos 50%, com crescente relevância das despesas com protecção social, cujo impacto no orçamento subiu de 30% em 1995 para 40% em 2013.
 
O destaque positivo vai para as exportações, cujo peso no PIB passou de 25% para 41% nos 28 anos de Portugal Europeu, enquanto as importações passaram de 27% para 39%. O ano de 2013 foi o primeiro em que o saldo comercial português foi positivo, salientando-se o contributo das exportações de serviços: se, em 1986, valiam um quarto das exportações nacionais, em 2013 já representavam cerca de um terço.
O desenvolvimento da economia portuguesa nas últimas décadas ficou também marcado pela perda de relevância da indústria. Nos últimos 28 anos, o peso das indústrias transformadoras na economia caiu dez pontos percentuais, e só as indústrias alimentares conseguiam alcançar, em 2013, um volume de vendas superior ao registado em 2007.
 
Também o sector primário, dominado pela agricultura e produção animal, registou "um claro declínio nos últimos 28 anos", tendo o seu contributo para a criação de riqueza nacional diminuído de 8% em 1986, altura em que representavam mais do dobro da média europeia, para 2% em 2013.
O turismo, responsável em 2013, por 16% do PIB, 18% do emprego e 13% das exportações, tem vindo a afirmar-se como uma das principais actividades económicas em Portugal. Actualmente, Portugal é o sexto Estado-membro em que o turismo mais pesa no PIB, o quinto em termos de emprego e o quarto em termos de relevância nas exportações.